A PRAÇA DO MEU BAIRRO

A PRAÇA DO MEU BAIRRO

Marcos Olavo

 

Sento em uma praça

Vejo o céu e bancos

E olho tudo escuro

Que me leva esse desespero.

 

Contemplo matos altos e sujeiras

Quebrando a beleza

E choro e lamento –

Uma vida sem cor.

 

Eu caminho descalço

Onde caminho e me corto:

A terra de vidros finos

O som do corte na pele.

 

Na praça vejo tantas sujeiras

Até o campo de futebol em lama

Rodeados de lixos e entulhos

Esperando a próxima viagem.

 

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