Autor: Luzimar Figueiredo Teixeira

Expectadora

Estou parado na estação, não tenho bagagens, O cérebro não para, Freneticamente não descanso, Não posso dormir. Não tenho destino, assim eu penso. Lá vem ele, tenho que ir. Quero sentar-me à janela, É dia, vejo as árvores que passam velozmente, Diante dos meus olhos. Não vejo cores, elas se misturam. Sob a ponte as águas marrons, Passam e nunca mais voltarão, Este é meu curso também. Mãos vazias, ... »

Incertezas

No sombrio passar das luzes, Que vão ficando cada vez mais para trás, Não posso permitir minha ida, Há uma certa expectação de trevas, Não. Vou voltar para a luz, Onde posso enxergar meu ser, Ler as entrelinhas do meu saber, Não. Nada sei. Estou buscando encontrar abrigo, Nas moradas que norteiam meu rumo, É incerto, porém é palpável. Para cobrir meu corpo volátil, Que se desfaz ao longo da busca,... »

Selvageria

Quero me livrar desta matéria e viver a minha essência profundamente. Ser livre como uma águia sem porto e sem visão do tão imperfeito mundo real. Viver eternamente a independência de não possuir mais necessidades materiais e usufruir da clandestinidade de tudo à minha volta. Como não querer estar despercebida? Como não querer ser livre desta imundície? Que é esta capa que carrego. Não quero expli... »

Ilações

Pensando nas flores, posso imaginar o imensurável criador, Em sua perfeição nos detalhes mínimos, E me faz acreditar em possibilidades infinitas. Me deixa pensar sobre quanto posso ser e fazer diante da diversidade existente. Suas dualidades são para mostrar o normal da vida, Aquilo que não tem como mudar e que originalmente será o perfeito. Nunca o racional poderá diversificar a existência do ori... »

Vazios

Quando a luz invade a noite Traz com ela o horror do tempo sucumbido No meu semblante que se perdeu no vácuo Mora a tristeza de não se saber sóbrio. Porque não vivi os momentos fascinantes do brilho? Que agora corrói minha dor, Minha percepção se torna ativa, e Meus medos escondo no fundo do meu ser. Vivi momentos belos no aquecer das alvoradas, Quando me permiti ser fascinado pelo mover, Os senti... »

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