CALMA AMOR

CALMA AMOR

Meus pontos nunca
são finais, pois entre si,
existem reticências , interrogações,
exclamações constantes, sem falar
nos pontos e vírgulas , nos dois pontos
que ponteiam nossas vidas.

Sair andando a ermo sem textualizar
um bom texto, jamais, porque entre nós
sempre haverá um bom começo, um
meio incrivelmente extremo, e um fim longínquo.

A ponta da caneta aponta
o tema a ser descrito, num manuscrito
sob enigma, paradigma , incógnita ,
quebra cabeças , aparentemente difíceis
de serem desvendados, entretanto, se bem
visto com olhos de lince , há de se perceber
que o lance jogado , depois de apurado, pode
sim ser decifrado, há todo um emaranhado
de sentimentos envolvidos nesse achado.

Basta ver a leitura das nuvens que
sempre nos mostram imagens belas,
imperceptíveis aos áridos que se
permitem andar de cabeças baixas.

Ouvir os som mavioso das ondas
do mar, que trazem sob forma de
canções , as sinfonias acalentadoras
pra quem quer amar.

E o que não dizer da lua?
Que sempre esplendorosa, espia
nua, os acasalamentos de todos
que desejam o estreitamento de um
grande amor?

O sol, ah ! Esse sempre majestoso ,
estrela maior, banha com seus raios
maravilhosos, corpos ardentes, cheios
de afãs , capazes de se tornarem cada
vez mais dignos de grandes e melhores
olhares.

Portanto mister nesse momento,
regar, podar sentimentos, que foram
plantados com tanto esmero, molhados
com água escorridas da alma, que banharam
de esperança a vontade de ver frutificar com
alegria , a paz oriunda do amor, da imortalidade
da poesia.

Aquiete-se !

Francisco Baia

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