INFÂNCIA

E, de novo, a infância brincou em meus olhos,
trouxe um lugar distante cheio de risos e alegrias.
Trouxe meus laços de fitas, segurando tranças arredias
um bocado de saudade das brincadeiras de roda
em que o corpo girava, girava, e não se acabava o dia.

Destas lembranças que a gente, jamais se esquece
pois trazem cheiros de domingo, de abraços apertados
de despedidas de férias, de natais e de escola.

Num cheiro mofado de gaveta vazia, quando os
papéis foram embora, devorados pelas chamas
que ardiam solidões em nossos olhos.

E, de brincar em meus olhos, o tempo se perdeu
nas paixões que ficaram guardadas nos armários
da infância, que mantinham abertas as portas
pra observarem os segredos, que hoje apenas
se insinuam nas lágrimas que choram meus olhos.

Lin Quintino

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