MARIA SEM-VERGONHA

Mulheres… Marias…
Mulheres que amam,
Marias que se apaixonam
De perder o senso,
Depois a vergonha,
Depois o orgulho…
Marias que amam até o desespero.
E, porque são românticas,
Acham que amar
Apaixonadamente
É tudo aceitar, a tudo se adaptar.
Marias que aceitam…e se adaptam
Ao amor e ao ódio
Que do homem recebem.
Porque é seu homem,
Porque homem é assim mesmo,
Porque, depois da raiva,
Do destempero, da humilhação,
O amor é tão bom.
Os beijos são quentes,
O carinho é doce,
O afago é morno…
E elas se aninham
No peito que, há pouco,
Arfava raivoso.
E beijam a mão que agora acaricia
E há pouco ameaçava…
E quantas Marias, sonhadoras,
Esperam que a mágoa não se repita…
Que o sonho não volte
A virar pesadelo…nunca mais…nunca mais…
Até a próxima vez.
Marias-sem-vergonha!

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