Atividade

  • Marcos Francisco de Sousa Barbosa publicou uma atualização 2 semanas, 1 dia atrás

    A ROSA DO BOTECO
    Marcos Olavo

    Ando por aí e vejo a rosa deitada no boteco,
    Sempre a beber coleções livres,
    Querendo buscar a desonra de sua alma,
    Pregando aos olhos de gente sem dente.

    Dilata os próprios punhos pequenos ao pegar um copo,
    Achando que pode se envenenar o rosto rosado,
    Embora tente se matar com águas amarelas,
    O peso enterra em um boteco pobre.

    Você se esconde da raiz de uma árvore bondosa,
    Abusando da sorte de um pescador contador,
    Mas acha que pode pescar em vários rios,
    Os rios que te afundam como embriagado.

    Teu caráter acaba em um falho momento,
    E ganha multidões de fraquezas,
    Pesando no diploma da falência,
    Resgatando toda verdadeira vida.

    Então ganhas uma casa de madeiras imaginárias,
    Mudando assim de vida beijada pela noite,
    Rindo da destruição sorridente, não tendo mais medo.
    Você bate na cara da destruição.

    Pelas mãos da escura vida,
    Você é rebocada sem olhar pra trás,
    Sendo beijada pelos irmãos e irmãs do tempo,
    Sem a hora do amor honesto…
    E os cantares dos pássaros,
    Martelando a cabeça com sopro de café barato,
    Em um simples pedaço de migalhas!

    Fere toda a beleza de uma rosa,
    Dando dedos de punições aos amores,
    Repetindo as frias noites de ilusões,
    Velando a praça do teu corpo.

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