Minhas Poesias

1ª Doce e Cruel Perdição
A minha alegria era os dias contar
Esperar com ansiedade
A hora que com o seu rosto branco luso
Iria ter o prazer de cruzar .

Minha vida não se explica
Desgraça e crises eternas vem e vão
Na horinha que tinha pra explodir
Simplesmente estava eu como uma formiga
Em tuas sedosas lindas e macias mãos.
Sempre te via falar
Observava tua emoção
A vida não me tirava de lá
Um  pobre injustiçado
Na frente da beleza e sua retratação
Tudo isso tinha um preço
O sabor amargo e potente de uma nobre:
Desilusão..

Sempre viva te vi
Vulcão e suas larvas enfurecidas
Combinava oratória e parte física
Gestos explosivos  me inclinavam a locura
Vivia para seguir a ti de longe..
Obsessão de um louco  Inocente
O brilho de um sol no sábado pela manhã
No meu ser Mentalmente
Expressava uma imensa doçura.
Pobre de mim..
Perdido e desenfreado.
Te ver tão perto e tão longe ao mesmo tempo
Paradoxo infernal
De um coração suicida
Ilusão exponencial.

O amor e a loucura
Tu Representavás
Objetivo útopico
Uma busca sem procura
Um sábado  quente
Numa melodia obscura.

Descobri  que meu amor
Queimava como Brasão
Não parecia uma dor.
Doce e ardilosa melodia esssa
Dos adultos queria impor
A cada dia que te via
Uma cratera enorme estancou
Meu céu de trevas se enchia,
Meu cérebro em ti sintonizou
Minha doce e Cruel perdição.

Hoje te encaro maravilhosa
Mas não posso duvidar.
Em mim por tudo que mais importa.
Teu poder branco e assustador;
Sempre vai me iludir e intrigar.

Leandro B. Furtado

2ª Amanha Consumado

Abri os olhos e fui ver
A orla que se estendia
Homens catando lixo
Pobreza humana que me doía
Contraste social
Realidade conflitante
Belas mulheres num stand.
Da mais pura orgia.

Na Escola aprendi
Ser educado para o futuro da nação
Colar sem ser descoberto.
Jogar bolinhas no babaca da geração
As coisas nunca mudam.
Não não…
Sou rei ,aqui sou voraz
Roubo,colo.
E a sociedade com todo carinho
Ano pós ano
Me passa sua sedosa mão.
Um dis serei presidente
Quem sabe
Receberei meu mensalão.

Sou a sombra d eum povo
Fugitivo da escuridão
Do meu páis fui exilado
Mo meu próprio porão.

Em tudo que se paga não se vê.
Em tudo que se Vê se paga
Robin Wood é demodê
Fazemos nossa própria
“Reforma tributária”

O império esta ai,
Decadente ou não
Seu poder sua melodia
Maquinam no quintal da nação
Marcha da descriminação
Do dinheiro e da hipocrisia
Fazemos caras boas
Quando os donos da casa vem.
Nos escondemos da nossa classe pobre
Sua profunda agonia.

A humanidade conseguiu destruir
O que a natureza terminou de impor.
Fumaça cinzenta num riacho cair.
REspirar virou um terror.
O oxigênio um veneno
Cinzento e decadente.
Que condena e vida humana.
No século 21 a cair.

Oportunidade que se tem
Oportunidade que se é dada
Governantes bem mantém a promessa que convém.
Pra com elegância costumeira
Continue o ciclo da errata.

SE forma o páis que se quer
Num tabuleiro de xadrez marcado
Peão,rainha,torre,bispo,rei
Num jogo eu só sei.
Que não há progressão de classe
Nasceu rainha ,morre rainha
Nasceu peão ,morre peão
Sacrifícios de peças no jogo.
Façamos nossa parte .
Pobres peças de um relés
Jogo barato
Um sonho revolucionário da pátria?
Não,um amanhã consumado.

3ª Ventos opostos aos Mares
Soar da tarde ,brilho repentino
De um amor mal curado, tira_se À prova
Poderia ser bom estar sempre vivo
Da mais bela flor se tira o espinho.Encrava ,machuca a alma a saber.
Os momentos perdidos e lindos que me puseram a perder,Uma vida inventiva ,imortal Só posso imaginar,quando na minha mente
Tudo me coloca a ver que tudo chegou no seu triste final.

Acabou_se a poesia Acabou_se o mortal inverno
Do Destino se colhe a ironia
Desses ventos que se contrapõem a razão.
Se confrontam e racham as ondas.
Ligando o céu e o inferno.
Construindo a guerra entre o cérebro e o coração

Do Desespero se tira vitória
Pros resistentes emocionais.
Grandes dores despertam maravilhas
Quando se sonha com intensidade.
E a forma que se luta por cada tais

Ventos são como os amores,
Ventam forte sem trucidar
São democráticos e universais
Por cada lugar deverão passar
Todos lugares que eu amo.
Estarei sedento a me apaixonar
Por sua liberdade bruta
Irão de encontro ao mar.
Quando ocorrer esse fenômeno ,
Da vida irei realmente me aproximar
Passado etílico prescrito ,não.
A magia do despertar.

4ª Sonho Mágico de uma flor
Numa época bela e feliz.
Num bosque lindo e distante
Nasceu uma flor que vive para me fascinar
Sempre com sorriso no rosto.
Pétalas caiam lindas.
Iluminando o bosque a lampejar.

Expressa à ternura da vida.
A resistência do amor
A luz da mulher para o fim do túnel iluminar.
Ela que sempre estará lá
Na saúde,miséria ou na doença
A grandeza dessa minha flor.
Encheria mil livros sem nem contar.

Impressionante sua vida
Graça e compasso ao desabrochar.
Apenas amo e observo à longe.
Vendo a flor mais linda
Para o mundo despertar.

Ainda temos vida para presenciar
O mais belo espetáculo da existência.
O sonho mágico dessa flor.
Vai nos conquistar e maravilhar .

Dedicado á Anna Paula Alexandre de todo o coração
Leandro Furtado

5ª-Sobrado dos Sonhos
Um dia escondido
Numa aventura quieta e auspiciosa
Me vi fazendo algo que era até então proibido
Tinha um preço
Depois me vi ressarcido.

Nada nesse ambiente me agradava,
Estava lá como qualquer um podia estar
Ao mesmo tempo um instinto aquela altura
Me devorava.

E por um tempo pude ver
Belezas que não via mesmo que pequenas
e com essas fui descobrindo o prazer
Timidamente por ser tão duro e barateiro
Buscava algo além do que eu pudesse ter e oferecer
Vi que pouco mais de liberdade tinha uma sensação plena.

Depois vi que estava num lugar de determinados sonhos
Distorcidos mas sonhos de ganhar dinheiro
De um modo de vida distinto de um  Epicurista ganhando na lei da
troca justa da economia.
De aceitar a diversão e a saída do prazer
Apenas sonhos sendo o justo ou não
Num mundo onde a felicidade fosse à maior missão.

6ª Juventude Retalhada
Bom saber que tudo que foi ,passou….
Sereno prazer de imaginar
Um prisma bonito de luz é redentor
Se reflete
Em uma flor que desabrocha para se alimentar
Da vida bela que me postes a fomentar
Colocar a vida como a coisa de mais abosluto valor
E a cada dia ter o prazer de acordar.

A beleza da vida nunca envelhece.
Daquele consciente de coração sempre há de concordar
O espetáculo nunca se acaba ou entristece
A juventude renova toda a forma de lutar
Não reclame da ventania Excessiva
Ajuste sua vela e continue a velejar.

Um ser perdido na imensidão das coisas
Um desacreditado da arte de amar
Quanto mais se progride numa marcha surda
Apenas a si mesmo se faz por afetar.
Um paradoxo da visão de tudo.

Saber o que dilacera a alma
Tomar como um objeto e não conseguir suportar
Retratos da ilusão desse mundo.
Que ao certo afinal de contas
Vai querer para o mundo deixar
Vendo a beleza de jovens meninas
Cretinamente a lição ignorar.

7ª A Terceira Ira
O amor busca para si tudo que lhe diz respeito
O amor é egoísta
Se ele fere o teu peito
é por que ele nada conquista.

O amor é perigoso
ele pode ser a razão de um suicida
o amor é doloroso
quando ele não encontra a outra parte de si perdida.

O amor é frio
congela o mundo
para fazer o seu sentido
-O que será de quem o tem quando
tal está furtivamente implícito.

O amor busca o destino fatal
Mas a vida é desconcertada e quem o tem sequer disso hesita
se ele pode ser bom e mau.
Na natureza ele busca harmonia sendo um parasita.

Seu plano é sempre na mesma linha
o futuro ele invade
não importa o que o passado continha
para ele ter uma base.

Ele não se contenta se o driblam antes de seu jogo ter começado
Surge então uma terceira ira
Declara que a felicidade só devia estar do seu lado
para domesticar um pecado
desconsidera o que poderá ser,e vive no que seria.

O amor desconhece a equidade
ele segue sua cobiçada rota
mas se alguém a rouba
Ele pode criar outra de verdade.

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