O alvorecer de um sonho

Um vento em minha face

A congelar minha expressão pensativa

Delirante ouço passinhos rápidos e suaves

Uma criatura se aproxima,

Um lobo de pelos longos e negros

Meu corpo solto, encostado a uma árvore.

Sobre uma pequena ponte de ferro

Abaixo, um rio límpido e tranquilo.

Ao alvorecer taciturno e nublado,

O lobo me revela coisas

Que me esquecerei ao despertar

Enquanto seus lábios se moviam

Dentro da árvore,

Entre recortes feitos por cupins,

Pequenos olhos fumegantes

De raposas vermelhas

Pareciam fitar-me

Em recortes menores,

Vermes que estavam dentro de bicos de pássaros,

Que eram a própria árvore

Sou apenas a espectadora curiosa

De meus sonhos

E cada vez menos os entendo

Fico em silêncio

Em singela contemplação

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