O tempo

O tempo passa de repente

Que a gente nem sente…

As suas passadas largas.

Na velocidade da luz ele viaja

Quando pensamos que ainda é janeiro

Dezembro já dá as caras.

O tempo tem mesmo esse defeito:

O de está sempre com pressa

Sem pausar pra nada.

Ele voa…

E os que estão à toa…

Inevitavelmente irão o desperdiçar.

O tempo deixa marcas

Que não dá pra apagar

Mas também nos faz pensar.

Ele não é doutor

Mas cura males de amor e,

Cicatriza ferida dum malfeitor.

O tempo é um excelente professor

Reprova quem não está se saindo bem

Mas ensina a aprender com fervor.

Ele é um bom administrador

Não desperdiça a si mesmo

Nem sobre tortura ou apelo…

O tempo é de tudo e de todos – senhor.

Sábio é quem aprende desde cedo…

A contar os dias, como moedas dum miaeiro.

Ele é maquinista

E a gente é só passageiros…

Na estação da vida.

O tempo é que nem água…

Que corre pro mar,

Enquanto nós somos só…  bica.

Ele não pára…

Mesmo que a gente

Desesperadamente interfira.

Pena que não exista

A tal máquina do tempo…

Pra gente fazer uma viagem só de ida.

Tempo é dinheiro.

É momento que não se desperdiça

É recorde na pista.

Se não fosse a ausência do mesmo

Eu bem que mandaria-lhe um torpedo…

Dizendo:

Volta vai…

Ainda há tempo

Fica.

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