Vazios

Quando a luz invade a noite
Traz com ela o horror do tempo sucumbido
No meu semblante que se perdeu no vácuo
Mora a tristeza de não se saber sóbrio.
Porque não vivi os momentos fascinantes do brilho?
Que agora corrói minha dor,
Minha percepção se torna ativa, e
Meus medos escondo no fundo do meu ser.
Vivi momentos belos no aquecer das alvoradas,
Quando me permiti ser fascinado pelo mover,
Os sentidos atentos a todas as intempéries do tempo,
Me faz pensar que vou em frente.
Contudo o olhar em volta me faz presente,
E o brilho que sonhei era vão.
Vai-se o tempo e espero a volta da noite.

Lufite

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